Aquele olhar que me compreende
Ao largo dos olhos e da verdade
Olhar que busca o encontro ausente
No cio mudo da afinidade.
Aquele olhar que meus beijos rouba
E as roupas despem a seu piscar
É o mesmo atroz que traz fogo a boca,
Faz terra tremer o seu sibilar.
São sardas e pintas sobre alguma mesa,
São camas cobertas ou o chão que há.
Nada mais que histórias a se recordar.
Vencida à luz do dia a virilidade,
E o surto momentâneo de ver-te passar:
Minuendo instante de felicidade.
segunda-feira, 14 de março de 2011
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